sexta-feira, 20 de Novembro de 2009

O Clube dos Poetas Mortos

Entre um clique e outro pela Internet fui surpreendido no outro dia com a passagem dos 20 anos sobre a estreia do filme “O Clube dos Poetas Mortos”.

A primeira sensação foi de espanto. Vinte anos!? Não me parecia possível. Mas não havia dúvidas… 1989, há exactamente 20 anos. Antes de prosseguir devo dizer que este foi um dos filmes que mais me marcou até hoje. Recordo-me que o vi no Porto, por ocasião de uma visita de estudo de dois dias àquela cidade, andava eu, então, no secundário, na Escola Dr. Júlio Martins.
O filme relata a história de um professor de literatura num colégio profundamente elitista e disciplinador. As suas aulas são dadas de forma pouco ortodoxa e quem viu o filme recorda certamente a aula em que o professor incentiva os alunos a arrancarem as folhas de um livro de poesia, pois, segundo ele, a poesia não se pode medir, mas sim sentir e viver. Entusiasmados com o lema “Carpe diem” (aproveita o dia) proclamado pelo professor, os alunos ganham coragem para experimentar desafios e experiências que nunca antes ousariam enfrentar.
A dada altura do ano um grupo de alunos descobre um velho “Livro de Turma” do tempo do professor Keating e ficam a saber que ele pertenceu a um denominado “Clube dos Poetas Mortos”. Após uma interpelação ao professor sobre essa vivência do passado, resolvem eles próprios retomar a ideia do Clube e nessa mesma noite iniciam reuniões furtivas numa gruta, nas imediações do colégio, para ler poesia e “sugar o tutano da vida”.
Entretanto, um dos jovens, com grande vocação para o teatro mas fortemente reprimido pelo pai, não aguenta a pressão e acaba por suicidar-se.
Este acontecimento faz despoletar uma situação de confronto entre a direcção do colégio e o professor Keating, a quem acusam de incentivar os alunos à desobediência.
A cena final é certamente a mais recordada por todos os que viram o filme. Na aula em que um novo professor vem substituir Keating, que entra para levar as suas coisas, os alunos, um a um, põem-se em pé em cima da secretária e dirigem-se a ele com as palavras “Oh, Captain, my Captain!”. “Obrigado, rapazes”, são as últimas palavras do professor aos seus alunos.

Por: Luís Filipe Anjos

Da importância de ser palhaço...

Hoje expliquei aos meus alunos o que é um palhaço. Da bravura dum palhaço. Deveria ter sido o sumário. Ficaram com o sol debaixo do braço. Devem ter percebido. Afinal… todos sabem e consentem… todos sabem porque sentem… é tão mais fácil fazer chorar que fazer rir. Eles bem sabem que assim é. E então perceberam. Que um palhaço não é afronta. É sim bravura. Muita. Ínfima. Íntima. Ulisses. David.

Hoje expliquei aos meus alunos o que é um palhaço. A alguns dos meus alunos. Da bravura de se ser palhaço. Ficaram com o olho nublado. Mas eu sei que sabem. Eu sei que sim. depois fizeram exercícios. Chamaram por mim. Tinham dúvidas. Procuravam. Ufanavam. Depois. No fim. Riram. E escreveram poemas. Um poemário. Voltaram a rir. Sempre dentro dos limites… sempre dentro da normalidade.

Não gosto quando chamam palhaço uns aos outros. Sinto-os fracos. Sem cor. Incompletos. Ignorantes. Fico a olhar para eles. E por instantes nada digo. Nada faço. Perco os meus heróis. Não gosto quando os meus alunos se maltratam. Ficam sem cor. Sem malva.

Amanhã explicarei outra vez aos meus alunos quanto vale um palhaço. A ver se os consigo fazer rir. Para depois aprenderem. Estudando. Homens… Mulheres…

Não sei se falta teatro ou se faltará circo. Sei que faz falta. Algo faz muita falta. Julgo que seja riso. Mas tem que ser o riso da compreensão. Falta teatro. E falta circo. Isto é o que eu acho. Poderei estar enganado. O mundo não é, afinal, uma enorme arena? E o homem não deixou de ser o centro do mundo! Ou terá deixado?!
Foi esta a minha lição de hoje... terá sido muito? terá sido muito pouco... para uns é bastante... para outros não chega... eu por vezes choro de alegria... outras vezes rio de tristeza... enfim. Foi mais ou menos assim uma das minhas lições de hoje...

Nuno Monteiro

Dia D...

Dia Internacional dos Direitos da Criança
Durante a Assembléia Geral das Nações Unidas, no dia 20 de Novembro de 1989, representantes de centenas de países aprovaram a Declaração dos Direitos da Criança. Ela foi adaptada da Declaração Universal dos Direitos Humanos, porém, voltada para as crianças.

1- Todas as crianças são iguais e têm os mesmo direitos, não importa sua cor, raça, sexo, religião, origem social ou nacionalidade.
2- Toda criança deve ser protegida pela família, pela sociedade e pelo Estado, para que possa se desenvolver física e intelectualmente.
3- Toda criança tem direito a um nome e a uma nacionalidade
4- Toda criança tem direito a alimentação e ao atendimento médico, antes e depois do seu nascimento. Esse direito também se aplica à sua mãe
5- As crianças portadoras de dificuldades especiais, físicas ou mentais, têm o direito a educação e cuidados especiais.
6- Toda criança tem direito ao amor e às compreensão dos pais e da sociedade.
7- Toda criança tem direito à educação gratuita e ao lazer
8- Toda criança tem direito de ser socorrida em primeiro lugar em caso de acidentes ou catástrofes.
9- Toda criança deve ser protegida contra o abandono e a exploração no trabalho.
10- Toda criança tem o direito de crescer em ambiente de solidariedade, compreensão, amizade e justiça entre os povos.

Obtido em "http://pt.wikipedia.org/wiki/Direitos_da_crian%C3%A7a"

terça-feira, 17 de Novembro de 2009

Dia D

Dia Mundial do Não Fumador

Prémio Blogs da Semana

O Histórico-Filosóficas recebeu o prémio "Blogs da Semana" por parte do blog http://historianovest.blogspot.com
Agradeço o prémio, sabendo que é mais um incentivo para continuar a trabalhar!

segunda-feira, 16 de Novembro de 2009

A polémica e razões com e sem razão

“A nossa vida é aquilo que os nossos pensamentos fizeram dela” (Marco Aurélio, 121-180).

Razão teve Johann Wolfgang von Goethe quando disse: “Qualquer ideia proferida desperta outra ideia contrária”. Julgo residir aqui a semente deitada à terra da polémica nem sempre bem sucedida quando, em húmus de teimosia, não é “possível discutir com alguém que prefere matar-nos a ser convencido pelos nossos argumentos”, em citação de Karl Popper.
Sei, por experiência de vida, que a polémica não é sempre um campo de peleja de bons costumes e discussões bem intencionadas, na qual o manejo destro e elegante do florete da palavra deve substituir os golpes violentos e desajeitados da espada, que chegou a ser a arma de séculos passados para sustentar argumentos em que a força da razão deixava cair o lábaro aos pés da razão da força. Dois vultos maiores da nossa literatura, Antero de Quental e Ramalho Ortigão, foram protagonistas desse tipo de disputa, na “Questão Coimbrã”.
A própria definição de polémica, “herdada da arte da guerra” (Vitorino Nemésio), nos diz da belicosidade que lhe está subjacente: “Polémico (a) adj. (do grego ‘polémicos’, belicoso, derivado de ‘polemos’, guerra)” – António de Morais Silva, Dicionário da Língua Portuguesa. Mas, para que não paire a sombra pesada de eu mais não ter feito que tornar-me refém de um hábito que, quase diria, me está na massa do sangue, confesso, com o “segredo” de uma confissão pública, que mais não fiz do que ser eu próprio no perfil que de mim traço (embora saiba do perigo em ser, em simultâneo, observador e observado), como aprendiz dessa difícil arte. E por que o fiz e o faço ainda? Porque entendo pessoalmente que o refúgio na tibieza do nosso silêncio, em conceito colhido e adaptado de Sophia de Mello Breyner, “equivale a deixar crer que se não julga e que nada se deseja e, em certos casos, isso equivale, com efeito, a não se desejar coisa alguma”.
Em observância a Fialho de Almeida - “a luta é legítima; eu não respeito as suas ideias, respeito-o a si” -, na polémica fui entusiasta na argumentação, firme nas convicções, retumbante no grito de revolta que levei à planície calma dos indiferentes ou ao palácio ardiloso dos poderosos sem, jamais, esquecer no adversário a pessoa a respeitar. Discuti ideias, contradisse opiniões, mas nunca procurei desabonos desnecessários nos homens que entendi falhos ou diminuídos de razão. Mas porque vivi em época madrasta da vigência da censura (e mesmo hoje numa liberdade de expressão condicionada pelo medo da ameaça de processos judiciais ainda que a razão nos faça companhia), quando defendi acalorados pontos de vista em letra impressa, sofri ameaças, veladas ou à luz do descaro público. Outras vezes, pedi a exoneração de cargos por me não curvar à vontade de vizires ou, à boa maneira camiliana, por “não respeitar os tolos”.
Merecedor de benevolência pública, me entendo! Mesmo quando cruzei ferros, empunhando na mão a pena (e, recentemente, o teclado do computador mesmo sem a preocupação em ser moderno por esta "ser a única coisa que não podemos evitar," segundo Salvador Dali) em desatino de que me penitencio numa idade em que não deve ser desculpado o moço ardor por causas que nos arrebatam em despropositado entusiasmo.
Quis sempre caminhar na vida com o arrimo que busquei, quantas vezes, em esforçada e vã busca daquilo que eu tinha como verdade. Hoje, órfão da utopia de a ter como minha, desapossado de certezas, reverencio Ortega Y Gasset quando ele nos diz que “a verdade, do ponto de vista da verdadeira cultura, não é o mais importante de decidir; cultura é, frente ao dogma, discussão permanente”.
António Gedeão, perante a teimosia dos que só vêem aquilo que querem ver, ainda que chamados à realidade por um humilde e dedicado Sancho Pança, legou-nos estes versos de difícil subtracção para as nossas teimosas maneiras e conveniências de torcermos as questões: “Onde Sancho vê moinhos / D. Quixote vê gigantes. / Vê moinhos? São moinhos. / Vê gigantes? São gigantes”.
Hoje, e cada vez mais, interiorizo em mim a razão que assiste ao axioma de que “quem feio ama bonito lhe parece”, bem presente em D. Quixote ao transmutar uma feiosa Aldonsa numa formosa Dulcineia. E, se a ilusão do sentido da visão nos pode enganar, mais nos pode enganar o sentimento de termos razão mesmo quando não a temos. Mas só muito raramente a vaidade tem a humildade de o reconhecer!

Rui Baptista
In http://dererummundi.blogspot.com/2009/11/polemica-e-razoes-com-e-sem-razao-nossa.html

Obama apela à liberdade de expressão na China - JN


O presidente norte-americano, Barack Obama, chegou esta manhã a Pequim, mas antes, em Xangai, apelou à liberdade de expressão, de culto e de informação, inclusive na internet.
Na capital económica e financeira, Obama respondeu a uma série de perguntas de alunos universitários afirmando que os direitos humanos "deveriam ser acessíveis a todos, incluindo as minorias étnicas e religiosas, seja nos Estados Unidos, China ou noutro lugar".
O presidente dos EUA referiu-se também à vigilância das redes sociais por parte da China, que aliás censura o Facebook e o Twitter. "Sempre fui um defensor acérrimo da Internet. Sou um defensor feroz da ausência de censura", disse, respondendo a uma pergunta.
O "Air Force 1" aterrou na capital chinesa pouco depois das 16:30h (08:30h em Lisboa), onde era aguardado pelo vice-presidente chinês, Xi Jinping.
É a primeira visita de Obama à China e a penúltima etapa de um périplo de uma semana pela Ásia Oriental que inclui o Japão, Singapura e Coreia do Sul.
As conversações do presidente norte-americano com o homólogo chinês, Hu Jintao, estão marcadas para amanhã, terça-feira.
Antes de partir para a Coreia do Sul, quarta-feira, Obama visitará ainda a Grande Muralha da China e a Cidade Proibida, onde viveram os antigos imperadores do país.

Dia D

Dia Internacional da Tolerância

Imagem: http://www.uniblog.com.br/img/posts/imagem30/305411.jpg
Dia do Comerciante



Dia do Mar


E tu, de que és capaz?

O poema Livreiro da Esperança, foi colocado por mim no quadro, na aula de Filosofia, à turma B, do 10º ano do Colégio Nº Srª da Boavista, como motivação e em interdisciplaridade com a disciplina de Língua Potuguesa.
Assim, à questão E Tu, de que és capaz?, surgiu o seguinte texto:
Sou capaz de fazer tudo pelas pessoas que me são importantes,
Sou capaz de alcançar os meus objectivos,
Sou capaz de encontrar a esperança quando tudo parece perdido,
Sou capaz de lutar por um sonho que parece impossível,
Sou capaz de ler “O Fio das Missangas”,
Sou capaz de descobrir novos horizontes,
Sou capaz de fazer tudo pela minha família,
Sou capaz de ir ao Infinito e mais além,
Sou capaz de fazer tudo pela pessoa que amo,
Sou capaz de ultrapassar as dificuldades,
Sou capaz de trabalhar por aquilo que quero,
Sou capaz de enfrentar os meus próprios medos,
Sou capaz de acender uma fogueira no Pólo Norte,
Sou capaz de saltar uma barreira por mais alta que esta seja,
Sou capaz de transformar as coisas abstractas em coisas concretas,
Sou capaz de percorrer o mundo a pé,
Sou capaz de atingir aquilo que para muitos parece impossível,
Sou capaz de tornar os sonhos realidade,
Sou capaz de trazer nova vida a este vazio,
Sou capaz de ser capaz,
Sou capaz de fazer um buraco maior do que a terra,
Sou capaz de encontrar alegria onde só parece haver tristeza,
Sou capaz de amar uma pessoa até ao fim do mundo,
Sou capaz de ir a Marte e trazer uma flor a quem gosto,
Sou capaz de dizer que não,
Sou capaz de respeitar aquilo que os outros pensam,
Sou capaz de atingir a outra margem do rio,
Sou capaz de partilhar um sorriso com alguém que partilhe uma lágrima,
Sou capaz de criar luz onde só existe escuridão,
Sou capaz de assumir que não sou capaz,
Sou capaz de ir à Lua sem tirar os pés da Terra…

Alunos do 10ºB

Sou capaz de vos pôr a escrever um poema.
Sou capaz de vos fazer crescer
Sou capaz de vos ensinar e ajudar a ser
Se fordes capazes de caminhar comigo, cada dia…

Professora de Português do 10ºB, Dina Cruz

sexta-feira, 13 de Novembro de 2009

Há quem julgue que o Mundo acaba daqui a três anos - JN

Há quem julgue que o Mundo acaba daqui a três anos - JN

"2012", do realizador Roland Emmercih, estreia hojenas salas portuguesas. John Cusack é uma das estrelas

"2012", o novo filme-catástrofe de Roland Emmerich, autor de "O dia da independência" e "O dia depois de amanhã", pega numa teoria maia que apregoa o fim do mundo para aquele ano. Estreia hoje, quinta-feira, nas salas portuguesas.
Nos dias mais recentes, tem-se falado, para quem queira ouvir tais histórias, no fim do Mundo, anunciado para o dia 21 de Dezembro de 2012, de acordo com a profecia maia do juízo final. Seria nesse dia que se cumpriria o quinto ciclo de 5125 anos, todos os anteriores terminados em destruição, o mesmo se prevendo que aconteça neste, que seria o último, derradeiro, definitivo. Ou, na melhor das hipóteses para os eventuais sobreviventes, o início de uma nova era?
Mas porque se fala agora dessa possibilidade, digamos assim, a mais de três anos de distância, quando todos temos tanta coisa para fazer de mais urgente na vida? A resposta é simples: é que estreia hoje o filme "2012", uma megaprodução com a chancela de Roland Emmerich, o cineasta germânico que se instalou em Hollywood, nos Estados Unidos da América, onde fez alguns filmes similares, como "O dia da independência", sobre um ataque de extra-terrestres, e "O dia depois de amanhã", sobre os efeitos destrutivos do aquecimento global.
Este pode ser, afinal, o motivo para tamanha sucessão de tornados, terramotos e tsunamis, que ditam o iminente fim do Mundo em "2012", o filme. Mas alguma razão teria de haver, dado que o filme se coloca ao lado da teoria maia, de forma a ter uma justificação dramática para o desenrolar da história.
Bem ao estilo dos filmes-catástrofe dos anos 1970, recuperados por Roland Emmerich e companhia, o guião, também escrito pelo realizador germânico, começa por nos apresentar várias personagens, desde um escritor sem sorte na vida pessoal e profissional a um cientista que ajuda o Governo a manter em segredo o perigo que o Mundo atravessa, que a trama vai engenhosamente ligando, de forma a ir criando no espectador a simpatia necessária para com eles sofrer o seu drama.
No entanto, como seria de esperar, são as cenas de espectacular destruição que vão ficar na retina, e que, aliás, todos aguardam desde o princípio.
Aí, Roland Emmerich está na linha da frente, sempre exigente e inovador nos efeitos criados por computador, apesar de não esquecer que tem de dirigir actores como John Cusack, Amanda Peet, Chiwetel Ejiofor, Thandie Newton ou Oliver Platt.
Assim, pois, os programas televisivos ou os espaços em jornais e revistas dedicados ao tema, entre nós ou em qualquer outra parte do Mundo, pode ser uma bem articulada campanha de marketing para vender ainda mais bilhetes para o filme ou uma tentativa de colagem dos cíclicos pregadores do fim do Mundo a um filme de cariz popular que tornará a sua mensagem mais audível.
De uma forma ou outra, apesar de um filme não ser nunca para levar tão a sério como a vida, o certo é que podemos sempre fazer algo mais em relação ao nosso Mundo. Dessa forma, talvez a maldição maia acabe por não se cumprir. O filme, esse aí está a partir de hoje, para "arrasar" nas bilheteiras…

quinta-feira, 12 de Novembro de 2009

Livreiro da Esperança

Há Homens que são capazes
de uma flor onde
as flores não nascem.
Outros abrem velhas portas
em velhos casas fechadas há muito.
Outros ainda despedaçam muros
acendem nas praças um rosa de fogo.


Manuel Alegre

E tu, do que és capaz?